A Árvore dos Três Desejos
Já refeitos do susto, continuaram pelo bosque sem destino certo.
Ao fim de poucas horas, caiu a noite. Estava um frio de tremer o dente a qualquer rato. O vento soprava forte e as folhas levantavam-se do chão em remoinho. Não tardou muito para a chuva se juntar aos seus amigos vento e frio.
Atrevidos e Sabichão deram corda às suas patitas para fugirem do mau tempo. Rapidamente encontraram um tronco de uma árvore bem velha. Não sabiam eles que aquela era a Árvore dos Três Desejos…
Abrigados da tempestade, deitaram-se em duas folhas grandes, bem secas e por isso, quentinhas. Sabichão estava agora relaxado. De patas cruzadas, disse para o seu companheiro:
- Ó Atrevido, sabes o que ia bem agora?
O colega de aventura logo respondeu:
- Não... – para logo de seguida dizer bem alto – talvez um queijo bem grande!
Qual não é o espanto quando, num passe de mágica, aparece dentro do tronco um queijo bem apetitoso.
Sabichão e Atrevido estavam confusos mas deliciados. Tudo aquilo parecia um banquete!
Para nós, que sabemos que aquela era a Árvore dos Três Desejos, ainda restavam dois pedidos…
Com as barriguitas inchadas de tanto queijo comer, Sabichão suspirou com mais um desejo:
- O que faz falta depois disto é uma tigela de boa água…
E não é que a tigela apareceu do nada para o meio dos dois?! Pasmados, beberam até fartar.
Contudo, começaram a desconfiar que era sorte a mais. Foi então que Sabichão se lembrou que poderiam estar numa árvore mágica.
Estavam a falar dessa magia, quando, lá fora, a tempestade ficava cada vez mais feia. Foi quando um relâmpago cortou ao meio a árvore que logo se incendiou.
Nesta altura, Atrevido e Sabichão só tiveram tempo para pedir:
- Quem nos dera que a tempestade acabasse!
Estava dito o terceiro desejo. Mas como torná-lo verdade se a Árvore dos Três Desejos estava queimada?
PS - História a ser continuada pelos alunos da EB1 de Serrazina n.º 3 - Brejo.
(Os alunos da Turma C, do 3.º Ano, da EB 1 do Curval – Pinheiro da Bemposta.)